No fundo, sempre soube.
Considero-me forte e inquebrável, mas, na verdade, neste momento, sinto-me incapaz de mostrar qualquer tipo de sentimento. Tenho medo de o fazer. Tudo tem uma razão. Nada acontece por acaso. Tiro sempre uma lição dos momentos e das coisas que vão acontecendo. Porém, agora, não encontro nada positivo. Desiludo-me. Está tudo do avesso. Não sei o que faço, o que digo, nem como ajo. Acordo e tudo surge de novo na minha cabeça. É um sonho sem fim. Uma utupia estúpida. O meu coração não pára. Perco-me em pensamentos.
Quero voltar atrás no tempo: tenho saudades, quero as conversas, o toque, os beijos, os abraços, a protecção. Quero tudo de novo. Nem que seja uma última vez. Preciso de te sentir novamente. Preciso, principalmente, do que me faria melhor para já, de me libertar do que sinto. Desta paixão parva e conturbada. De fugir de ti. De não me perder no passado, que me impossibilita de seguir em frente. No entanto, continuo a fracassar. Não consigo esquecer nem andar em frente. Tu também não deixas. Queres, mas dizes que não podes. Olhas-me como no ínicio. Abraças-me como da primeira vez. E na "despedida" o coração apertou aos dois e a tristeza pairou no ar. Não posso mais. Contudo, por enquanto, vai sempre dar tudo ao mesmo.
domingo, 27 de março de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
Confusão.
Deu-me uma súbita vontade de escrever. É certo que nada em concreto. As palavras invadem a minha mente. Neste momento, tudo parece estar ao contrário. Não consigo ser racional, precisa, autónoma e tomar uma decisão. Há algum tempo que os meus pensamentos se contrariam. Ora parecem correctos, ora incorrectos. Possíveis, impossíveis. Tento manter uma linha para me guiar e ter certezas, mas, na verdade, se pensar bem, a minha cabeça está um caos. Por um lado tenho medo. Por outro tenho saudades e quero tentar. Quero conseguir. Quero ceder. Noutra perspectiva, sei que é impossível. Que pode ser um erro. Por fim, o que me parece mais certo, no fundo, é o mais complicado. Distância, compromisso, paixão. E agora? Pois é, não sei. Ninguém sabe. Pensava que esta fase já me tinha passado. Isto acontecia quando andava na primária e no 2º ciclo. Não agora. Não faz sentido. Semelhanças com o passado assustam-me. Mas... há tanta curiosidade. Coisas, quiçá, por dizer. Vamos ver quando este impasse acaba.
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