No fundo, sempre soube.
Considero-me forte e inquebrável, mas, na verdade, neste momento, sinto-me incapaz de mostrar qualquer tipo de sentimento. Tenho medo de o fazer. Tudo tem uma razão. Nada acontece por acaso. Tiro sempre uma lição dos momentos e das coisas que vão acontecendo. Porém, agora, não encontro nada positivo. Desiludo-me. Está tudo do avesso. Não sei o que faço, o que digo, nem como ajo. Acordo e tudo surge de novo na minha cabeça. É um sonho sem fim. Uma utupia estúpida. O meu coração não pára. Perco-me em pensamentos.
Quero voltar atrás no tempo: tenho saudades, quero as conversas, o toque, os beijos, os abraços, a protecção. Quero tudo de novo. Nem que seja uma última vez. Preciso de te sentir novamente. Preciso, principalmente, do que me faria melhor para já, de me libertar do que sinto. Desta paixão parva e conturbada. De fugir de ti. De não me perder no passado, que me impossibilita de seguir em frente. No entanto, continuo a fracassar. Não consigo esquecer nem andar em frente. Tu também não deixas. Queres, mas dizes que não podes. Olhas-me como no ínicio. Abraças-me como da primeira vez. E na "despedida" o coração apertou aos dois e a tristeza pairou no ar. Não posso mais. Contudo, por enquanto, vai sempre dar tudo ao mesmo.
Sem comentários:
Enviar um comentário