Quando a esperança de uma noite de amor
Lhe trouxer vontade para viver mais
E a promessa que a chance terminou
É bobagem é melhor deixar pra trás
Eu tô cansado de sofrer,
Quero dançar sentir calor
E poder só olhar o universo em torno de você
Brilhando em vida, Sorrindo à toa
Só vibrando amor e paz
Sinto a noite, Penso em você
Lembro como é bom amar
Quando você se foi
Choreeei, Choreeei, Choreeeei
Agora que voltou
Sorri, Sorri, Sou Rei
(x2)
Saiba que o simples perfume de uma flor
Pode vir, e ser um grande amor na sua vida
Não gaste palavras pra viver
De iludir, os seus sonhos tão raros com mentiras
Não maltrate o coração,
Que dedicou, ao seu sorriso as suas batidas
Será livre pra sentir
Anseios de uma paixão, a ser uma história linda
Diga que me adora
Deixe o orgulho e venha, porque já
Está na hora, da gente se encontrar e sermos um
Mas não demora, que é pra chama não desencantar
Se esvair no ar, e só restar lembrança
Eu tô cansado de sofrer,
Quero dançar sentir calor
E poder só olhar o universo em torno de você
Brilhando em vida, Sorrindo à toa
Só vibrando amor e paz
Vejo a Lua, lembro do sonho
Torço pra realizar
Sinto a noite, Penso em você
Lembro como é bom amar
Quando você se foi
Choreeei, Choreeei, Choreeeei
Agora que voltou
Sorri, Sorri, Sou Rei
(x2)
segunda-feira, 25 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
Pertenço onde (quase) sempre pertenci!
O meu telemóvel tocou. Ainda eu dormia profundamente. Preferi rejeitar o telefonema, não atender e esperar pelo toque do despertador. Acordei. Tinha mensagens para irmos até ao livreiro. Senti-me confiante hoje e que, de facto, é bom estar de volta a casa e estar de volta ao sítio onde tenho muitos dos meus verdadeiros amigos, amigos estes que sempre estiveram do meu lado e me ajudaram a ultrapassar momentos muito difíceis. Às 18h decidi ir resolver uns assuntos que, na verdade, ficaram por resolver. Mas por outro lado, revi pessoas de quem sentia tanta, mas tanta falta e que não tinha consciência disso. Só abraços quando elas entraram no café, foi tão recíproco. O relógio apontou as 20h e, num ápice, num pico de saudade e vontade de ir até ao café recebi um comentário a dizer "vamos ao livreirão daqui a pouco? :p". Sei lá, foi como se tivesse à espera, mas não estivesse. Se o tivesse desejado desde que acordei, porém, pensasse que não valia a pena estar com altas expectativas. Tocaram as 12 badaladas. "Mãe posso levar o carro?". Aí fui eu pelas ruas fora a fazer de táxi (*.*). De uma simples noite, senti-me viva de novo. Que pertenço ao sítio que desde início tanto valorizei, me orgulhei, me senti (quase) sempre acolhida e rodeada de pessoas que me são importantes. "Ó Filipe, três imperiais". Conversa puxa conversa e, o que é facto, é que as conversas foram surgindo. Cigarrinho para aqui, cigarrinho para ali. Risos e sorrisos de emoção e felicidade a todo o momento. Entrámos e deixamo-nos levar pela onda envolvente da amizade. Jogámos, rimos, concentrámo-nos, distraímo-nos, houve quem se babasse, quem ficasse quente, quem ficasse bêbedo e, depois de irmos à padaria e haver uma guerra de farinha fosse dormir. Foi bom. Senti-me bem. Não me senti a mais. Senti que pertencia de novo ao espaço que frequento. Ao espaço onde moro. Dei muitos miminhos a pessoas de quem tinha saudades de verdade. Senti falta de pessoas que, infelizmente, só chegam quinta ou sexta. No entanto, foi muito bom. Recordei-as. Disse-lhes a falta que me faziam. Resolvi assuntos. Agora, confesso, mal posso esperar por quinta. Vou esperar pelo desfecho.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
"Eu não sei falar de amor"
Nunca fui pessoa de ouvir. De reconhecer os meus erros. De pedir desculpa. De ter sempre a mesma postura. De reagir de maneira igual para com as pessoas, quando me desiludo ou quando as desiludo a elas. De estar no meu canto. De sentir falta de saber o que é amar de verdade. De sentir que estou a mais. De que não pertenço a um sítio. De gostar de estar em casa. De desfrutar dos momentos em casa. De ouvir a minha mãe. De lhe dar razão. De ter medos. E agora? Há mudanças evidentes? Algumas, claro. Outras mantêm-se e, pior (ou não), ainda houve outras que se fortaleceram e ficaram mais sólidas. Hoje, dei um grande passo, reconheci, assumi para ela, após a chamada à atenção relativa a diversos aspectos negativos e graves que, no fundo eu crítico nos outros e, nunca me tinha apercebido e que, por vezes, aliás, muitas vezes, faço o mesmo, embora esteja bastante melhor. Este é o ano ideal para mudar, ponderar, aceitar, reavivar, recordar muita coisa, mas acima de tudo crescer! Quero e espero (mas isto escrevo sem certezas) aprender a amar. Amores de adolescentes sim, tive um. Se acabou bem? Não. Neste momento, não me deixo apaixonar e evito-o ao máximo por tudo o que vivi. Se saí de um buraco para me meter noutro? Verdade! Se me arrependo, não sei... Para já? Não sei. Daqui a uns tempos? Não sei. Se tenho saudades? Não sei. Se quero voltar ao que aconteceu no último ano e meio? Não sei. Se estou pronta para uma relação a sério? Não sei. Se quero tentar e tirar este escudo de cima de mim e avançar com a minha vida? Também não sei. Se tenho medo? Tenho. Se acho que poderia resultar se conhecesse alguém? Não, acho que não. Para já, só sei que "eu não sei falar de amor".
domingo, 17 de abril de 2011
Fight outta you
Secrets hide their lies
inside hidden alibis
Don't let them take the fight
outta you" Ben Harper
http://www.youtube.com/watch?v=zOLiguB_ZyY
domingo, 10 de abril de 2011
Vida Académica
Cheguei, como sempre, atrasada à Escola Superior de Educação de Coimbra, no primeiro dia de praxe e o cenário foi: centenas de caloiros sentados nas escadas da porta da Escola curiosos com o decorrer do dia.
Envergonhada e com um nervoso miudinho pelo tão esperado dia de praxe entrei a sorrir e de “quatro” (posição preferida dos caloiros).
Na verdade, a Recepção ao Caloiro, para mim, passou a correr. Foi uma semana inesquecível e que quando recordo sinto umas saudades indescritíveis. Desde entrar nos Claustros e ouvir os doutores “MÃOS NOS ORGULHOS E SAI UM GLÓRIA À ESEC”. Todos cantávamos, todos pulávamos, todos riamos, todos fomos e somos felizes! Criámos músicas para os cursos, nomeadamente, a do meu primeiro curso, “Mas qual será? Mas qual será? O melhor curso da ESEC? É C.O, C.O É C.O, C.O”, dançámos, fomos leiloados, andámos com orelhas de “burros” e pintados, tivemos praxes todos os dias, às quais não fui de manhã, porque à noite havia festas e convívios com os doutores e com os caloiros para nos conhecermos. Não fosse Coimbra ser Coimbra.
É, é mesmo isso! A praxe na ESEC é de integração, não de humilhação. E é por isto que me orgulho tanto de ser caloira e sei que este vai ser o melhor ano da minha vida.
Tenho saudades de quando estávamos todos a ser praxados pela Real Tertúlia Bubones (Comissão de Praxe) e gritávamos, por exemplo, “Bom dia, excelentíssimo Mocho Real”. Das conversas do Mocho Real com os caloiros. Do carinho. Da missa do Caloiro. Do medo inicial. De ouvir a K&Batuna cantar só para nós a “Balada da Saudade” e no final fazer o grito académico. De me arrepiar com a música. De sentir a água do Mondego no cortejo da latada. Tantos momentos. De escolher o meu padrinho e a minha madrinha de baptismo e conhecer o resto da família de praxe. Deles me mandarem rebolar nas escadas da Escola, de estarem a molhar-me com mangueiras, a saltarem nas poças de água e eu a rir-me às gargalhadas e a explodir de alegria. Tenho os melhores padrinhos do Mundo, confesso! Parece que foi ontem que aqui cheguei.
Desde que vim para Coimbra e entrei na ESEC que mudei muito a minha maneira de ver as coisas. De ler a vida. De ler o que acontece. De ler o que passou e o que vai passar. Fiquei com uma visão diferente de muitos assuntos. Antes, dava importância a aparências. As posturas. Mesmo com alguma consciência nunca tive tanta como a que tenho agora de que a diferença é positiva. Que os diversos ideais são construtivos. Que a mudança é das coisas mais gratificantes que pode acontecer.
Agradeço, de coração, tudo o que tenho vivido. Não é fácil partilhar este turbilhão de sentimentos que Coimbra suscitou em mim. Contudo, posso dizer que a Vida Académica é a melhor coisa pela qual alguém pode passar. Quando me perguntam “Soraia estás a gostar de Coimbra?”, eu solto, de imediato, um sorriso, os meus olhos brilham e mil palavras me vêm à cabeça. Tive sorte, é um facto. Mas quem puder aproveitar bem o ano de caloiro e a entrada na Faculdade, que o faça. Gerindo tudo, nada é impossível. Dá para sair, criar novos laços, fortalecer laços que ficaram para trás, ser feliz. E crescer!
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