sábado, 15 de outubro de 2011

Ele.

"Tocaste-me no coração!" disse Ele e beijou-a, pela primeira vez, de modo a que ninguém visse. Mesmo longe, perguntou por ela. O tempo passou. A distância pareceu ser amiga de ambos, pois foi mais fácil controlar o sentimento e assim ninguém teve que tomar decisões.  Ele voltou. Viram-se e o coração bateu mais rápido que o normal. Ela fugiu. Porém, Ele procurou-a e abraçaram-se, enquanto ao ouvido trocavam palavras como "Tive saudades tuas!", "Adoro-te". Em casa Ele agarrou-lhe o cabelo com as duas mãos, beijou-a intensamente, como nunca o tivera feito, e disse "E agora? Fui bruto?" e sorriu-lhe como se no beijo, nas palavras e no toque tivesse a transmitir a paixão que esconderam desde início e que, ainda agora, tem de ser escondida. O "gosto muito de ti", para além de sair naturalmente, foi mútuo. Ele foi embora e, até agora, ainda não voltou!  Mas ela acredita que Ele vai voltar :') <3

domingo, 26 de junho de 2011

"Estou triste contigo"

"Estou triste contigo" é a frase que lhe vem à cabeça desde que a leu. O coração apertou e o olhar brilhou como se alguma coisa lhe fosse escorrer pelo rosto. Parou. Pensou. Mas nada...
Foi em 2008 que tudo começou. Ela passava despercebida para ele e vice-versa. Impressões e opiniões formaram-se. Eis que do nada, um jantar e uma noite com muito álcool e conversa à mistura conduziu a um novo rumo e a uma nova visão.
A verdade é que de um momento para o outro tudo se tornou na melhor coisa do Mundo (amizade a valer): de manhã a mensagem a dizer "bom dia, meu bem!*", ao intervalo o beijinho e o abraço carinhoso; ao almoço, lá iam ele, maior parte das vezes, só os dois. As horas voavam e o tempo era como se passasse de uma forma incontrolável.
Intervalos lá estavam eles a fumar os seus cigarrinhos, aquando da chegada dele de Lloret, iam atrás do pavilhão, conviviam, riam... No final do dia eles continuavam a falar até ir dormir. Era a verdadeira amizade. O orgulho e o melhor amigo dela, assim como ele sentia o mesmo. Chegou a dizer-lhe "és a minha melhor amiga e a ti não te quero perder". Quando lhe falavam nele, ela sorria de uma maneira inexplicável.
Houve tudo neste turbilhão de vivências: partilha, diálogo, miminhos (orelha), telefonemas, saudades que doíam, apoio, força, esperança... Oh, tanta coisa! Antes dele ir estudar para outro sítio que não aquele, o tempo aproveitou-se. Mas lá está, o tempo é traiçoeiro e voou sem eles darem conta. A rapariga lembra-se como se fosse hoje: estavam os dois sentados à porta do prédio dele, no muro das garagens. Ela tira do bolso um objecto, um pin, com uma fotografia de ambos no Avante. Ele abraçou-a de uma maneira que fê-la sentir a pessoa mais importante, a pessoa que ele não queria perder NUNCA acontecesse o que acontecesse e que ainda não se tinha ido embora, mas já sentia a falta dela.
Todos os Domingos era o momento difícil da semana: ele chegava à sexta e ela ia embora. Mas conseguiam sempre, no último dia do fim-de-semana, estarem um pouquinho juntos, até ele partir. Sem saber, a menina olhava sempre pela janela e via o carro a desaparecer. Agarrada ao telemóvel e com uma dor incontrolável, era como se lhe estivessem a tirar uma peça essencial à vida. Foi duro, porque nos pensamentos, eles acabavam por se perder em recordações óptimas, porém no fundo faziam com que a dor aumentasse.
Depois de "promessas perdidas e escritas no ar" eles perderam-se. Não sabem nada um do outro. Tentam aproveitar quando podem, mas a questão principal é que não se vêem, não falam. Ela sabe que lutou, muitas vezes sozinha, todavia diz que não consegue mais, contudo luta, ainda que subtilmente e de mansinho. Mas mente. Não há um único dia que ela não se lembre dele. Olha para trás e vê tudo a desmoronar. Questiona-se para si mesma: ele esqueceu-se de mim? Não gosta de mim? Sente a minha falta? Contiuará a lembrar-se de mim e da falta que lhe faço?
Talvez não saibam lidar um com o outro neste momento, o que é uma parvoíce, talvez tenham medo de lutar pelo que foram e mostrar que a amizade supera tudo e todos. Não conseguem lutar e não há nenhuma razão lógica. Verdade, desistiram.
Onde está ele agora? Ela não sabe. E ele? Onde está? Na verdade, ela também não sabe. No entanto, "estou triste contigo, mas falamos depois..."

sábado, 11 de junho de 2011

Dei a volta!

Acordo feliz, tu estragas. Estou com energia, tu consegues quebrá-la. Eu desculpo, tu estragas tudo. Estou a curtir e a divertir-me, tu provocas. Hoje, acordei feliz e sei que nem tu, nem ninguém me vai estragar o que estou a sentir e a vontade que tenho de sair daqui. Então e agora? Vais conseguir? Não, perdeste essa capacidade! Sabes/sabem que mais? Dei a volta. Se vais voltar a conseguir? Não! Agora vejo o que realmente é importante e, acredita que, não é de todo, as tuas acções ou actos estúpidos que me demovem. Obrigada pela força que, sem querer me deste! ahah. O plano saiu-te furado! Sabes porquê?  "Because Stupid people will always act stupid!" :D


Bota pa BARCELONAAAAA =)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sorri, Sou Rei

Quando a esperança de uma noite de amor
Lhe trouxer vontade para viver mais
E a promessa que a chance terminou
É bobagem é melhor deixar pra trás

Eu tô cansado de sofrer,
Quero dançar sentir calor
E poder só olhar o universo em torno de você
Brilhando em vida, Sorrindo à toa
Só vibrando amor e paz
Sinto a noite, Penso em você
Lembro como é bom amar

Quando você se foi
Choreeei, Choreeei, Choreeeei
Agora que voltou
Sorri, Sorri, Sou Rei
(x2)

Saiba que o simples perfume de uma flor
Pode vir, e ser um grande amor na sua vida
Não gaste palavras pra viver
De iludir, os seus sonhos tão raros com mentiras
Não maltrate o coração,
Que dedicou, ao seu sorriso as suas batidas
Será livre pra sentir
Anseios de uma paixão, a ser uma história linda

Diga que me adora
Deixe o orgulho e venha, porque já
Está na hora, da gente se encontrar e sermos um
Mas não demora, que é pra chama não desencantar
Se esvair no ar, e só restar lembrança

Eu tô cansado de sofrer,
Quero dançar sentir calor
E poder só olhar o universo em torno de você
Brilhando em vida, Sorrindo à toa
Só vibrando amor e paz
Vejo a Lua, lembro do sonho
Torço pra realizar
Sinto a noite, Penso em você
Lembro como é bom amar


Quando você se foi
Choreeei, Choreeei, Choreeeei
Agora que voltou
Sorri, Sorri, Sou Rei
(x2)



terça-feira, 19 de abril de 2011

Pertenço onde (quase) sempre pertenci!

O meu telemóvel tocou. Ainda eu dormia profundamente. Preferi rejeitar o telefonema, não atender e esperar pelo toque do despertador. Acordei. Tinha mensagens para irmos até ao livreiro. Senti-me confiante hoje e que, de facto, é bom estar de volta a casa e estar de volta ao sítio onde tenho muitos dos meus verdadeiros amigos, amigos estes que sempre estiveram do meu lado e me ajudaram a ultrapassar momentos muito difíceis. Às 18h decidi ir resolver uns assuntos que, na verdade, ficaram por resolver. Mas por outro lado, revi pessoas de quem sentia tanta, mas tanta falta e que não tinha consciência disso. Só abraços quando elas entraram no café, foi tão recíproco. O relógio apontou as 20h e, num ápice, num pico de saudade e vontade de ir até ao café recebi um comentário a dizer "vamos ao livreirão daqui a pouco? :p". Sei lá, foi como se tivesse à espera, mas não estivesse. Se o tivesse desejado desde que acordei, porém, pensasse que não valia a pena estar com altas expectativas. Tocaram as 12 badaladas. "Mãe posso levar o carro?". Aí fui eu pelas ruas fora a fazer de táxi (*.*). De uma simples noite, senti-me viva de novo. Que pertenço ao sítio que desde início tanto valorizei, me orgulhei, me senti (quase) sempre acolhida e rodeada de pessoas que me são importantes. "Ó Filipe, três imperiais". Conversa puxa conversa e, o que é facto, é que as conversas foram surgindo. Cigarrinho para aqui, cigarrinho para ali. Risos e sorrisos de emoção e felicidade a todo o momento. Entrámos e deixamo-nos levar pela onda envolvente da amizade. Jogámos, rimos, concentrámo-nos, distraímo-nos, houve quem se babasse, quem ficasse quente, quem ficasse bêbedo e, depois de irmos à padaria e haver uma guerra de farinha fosse dormir. Foi bom. Senti-me bem. Não me senti a mais. Senti que pertencia de novo ao espaço que frequento. Ao espaço onde moro. Dei muitos miminhos a pessoas de quem tinha saudades de verdade. Senti falta de pessoas que, infelizmente, só chegam quinta ou sexta. No entanto, foi muito bom. Recordei-as. Disse-lhes a falta que me faziam. Resolvi assuntos. Agora, confesso, mal posso esperar por quinta. Vou esperar pelo desfecho.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

"Eu não sei falar de amor"

Nunca fui pessoa de ouvir. De reconhecer os meus erros. De pedir desculpa. De ter sempre a mesma postura. De reagir de maneira igual para com as pessoas, quando me desiludo ou quando as desiludo a elas. De estar no meu canto. De sentir falta de saber o que é amar de verdade. De sentir que estou a mais. De que não pertenço a um sítio. De gostar de estar em casa. De desfrutar dos momentos em casa. De ouvir a minha mãe. De lhe dar razão. De ter medos. E agora? Há mudanças evidentes? Algumas, claro. Outras mantêm-se e, pior (ou não), ainda houve outras que se fortaleceram e ficaram mais sólidas. Hoje, dei um grande passo, reconheci, assumi para ela, após a chamada à atenção relativa a diversos aspectos negativos e graves que, no fundo eu crítico nos outros e, nunca me tinha apercebido e que, por vezes, aliás, muitas vezes, faço o mesmo, embora esteja bastante melhor. Este é o ano ideal para mudar, ponderar, aceitar, reavivar, recordar muita coisa, mas acima de tudo crescer! Quero e espero (mas isto escrevo sem certezas) aprender a amar. Amores de adolescentes sim, tive um. Se acabou bem? Não. Neste momento, não me deixo apaixonar e evito-o ao máximo por tudo o que vivi. Se saí de um buraco para me meter noutro? Verdade! Se me arrependo, não sei... Para já? Não sei. Daqui a uns tempos? Não sei. Se tenho saudades? Não sei. Se quero voltar ao que aconteceu no último ano e meio? Não sei. Se estou pronta para uma relação a sério? Não sei. Se quero tentar e tirar este escudo de cima de mim e avançar com a minha vida? Também não sei.  Se tenho medo? Tenho. Se acho que poderia resultar se conhecesse alguém? Não, acho que não. Para já, só sei que "eu não sei falar de amor".

domingo, 17 de abril de 2011

domingo, 10 de abril de 2011

Vida Académica

          Cheguei, como sempre, atrasada à Escola Superior de Educação de Coimbra, no primeiro dia de praxe e o cenário foi: centenas de caloiros sentados nas escadas da porta da Escola curiosos com o decorrer do dia.
Envergonhada e com um nervoso miudinho pelo tão esperado dia de praxe entrei a sorrir e de “quatro” (posição preferida dos caloiros).
Na verdade, a Recepção ao Caloiro, para mim, passou a correr. Foi uma semana inesquecível e que quando recordo sinto umas saudades indescritíveis. Desde entrar nos Claustros e ouvir os doutores “MÃOS NOS ORGULHOS E SAI UM GLÓRIA À ESEC”. Todos cantávamos, todos pulávamos, todos riamos, todos fomos e somos felizes! Criámos músicas para os cursos, nomeadamente, a do meu primeiro curso, “Mas qual será? Mas qual será? O melhor curso da ESEC? É C.O, C.O É C.O, C.O”, dançámos, fomos leiloados, andámos com orelhas de “burros” e pintados, tivemos praxes todos os dias, às quais não fui de manhã, porque à noite havia festas e convívios com os doutores e com os caloiros para nos conhecermos. Não fosse Coimbra ser Coimbra.
É, é mesmo isso! A praxe na ESEC é de integração, não de humilhação. E é por isto que me orgulho tanto de ser caloira e sei que este vai ser o melhor ano da minha vida.
Tenho saudades de quando estávamos todos a ser praxados pela Real Tertúlia Bubones (Comissão de Praxe) e gritávamos, por exemplo, “Bom dia, excelentíssimo Mocho Real”. Das conversas do Mocho Real com os caloiros. Do carinho. Da missa do Caloiro. Do medo inicial. De ouvir a K&Batuna cantar só para nós a “Balada da Saudade” e no final fazer o grito académico. De me arrepiar com a música. De sentir a água do Mondego no cortejo da latada. Tantos momentos. De escolher o meu padrinho e a minha madrinha de baptismo e conhecer o resto da família de praxe. Deles me mandarem rebolar nas escadas da Escola, de estarem a molhar-me com mangueiras, a saltarem nas poças de água e eu a rir-me às gargalhadas e a explodir de alegria. Tenho os melhores padrinhos do Mundo, confesso! Parece que foi ontem que aqui cheguei.
Desde que vim para Coimbra e entrei na ESEC que mudei muito a minha maneira de ver as coisas. De ler a vida. De ler o que acontece. De ler o que passou e o que vai passar. Fiquei com uma visão diferente de muitos assuntos. Antes, dava importância a aparências. As posturas. Mesmo com alguma consciência nunca tive tanta como a que tenho agora de que a diferença é positiva. Que os diversos ideais são construtivos. Que a mudança é das coisas mais gratificantes que pode acontecer.
Agradeço, de coração, tudo o que tenho vivido. Não é fácil partilhar este turbilhão de sentimentos que Coimbra suscitou em mim. Contudo, posso dizer que a Vida Académica é a melhor coisa pela qual alguém pode passar. Quando me perguntam “Soraia estás a gostar de Coimbra?”, eu solto, de imediato, um sorriso, os meus olhos brilham e mil palavras me vêm à cabeça. Tive sorte, é um facto. Mas quem puder aproveitar bem o ano de caloiro e a entrada na Faculdade, que o faça. Gerindo tudo, nada é impossível. Dá para sair, criar novos laços, fortalecer laços que ficaram para trás, ser feliz. E crescer!

domingo, 27 de março de 2011

Vai sempre tudo dar ao mesmo.

No fundo, sempre soube.
Considero-me forte e inquebrável, mas, na verdade, neste momento, sinto-me incapaz de mostrar qualquer tipo de sentimento. Tenho medo de o fazer. Tudo tem uma razão. Nada acontece por acaso. Tiro sempre uma lição dos momentos e das coisas que vão acontecendo. Porém, agora, não encontro nada positivo. Desiludo-me. Está tudo do avesso. Não sei o que faço, o que digo, nem como ajo. Acordo e tudo surge de novo na minha cabeça. É um sonho sem fim. Uma utupia estúpida. O meu coração não pára. Perco-me em pensamentos.
Quero voltar atrás no tempo: tenho saudades, quero as conversas, o toque, os beijos, os abraços, a protecção. Quero tudo de novo. Nem que seja uma última vez. Preciso de te sentir novamente. Preciso, principalmente, do que me faria melhor para já, de me libertar do que sinto. Desta paixão parva e conturbada. De fugir de ti. De não me perder no passado, que me impossibilita de seguir em frente. No entanto, continuo a fracassar. Não consigo esquecer nem andar em frente. Tu também não deixas. Queres, mas dizes que não podes. Olhas-me como no ínicio. Abraças-me como da primeira vez. E na "despedida" o coração apertou aos dois e a tristeza pairou no ar. Não posso mais. Contudo, por enquanto, vai sempre dar tudo ao mesmo.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Confusão.


Deu-me uma súbita vontade de escrever. É certo que nada em concreto. As palavras invadem a minha mente. Neste momento, tudo parece estar ao contrário. Não consigo ser racional, precisa, autónoma e tomar uma decisão. Há algum tempo que os meus pensamentos se contrariam. Ora parecem correctos, ora incorrectos. Possíveis, impossíveis. Tento manter uma linha para me guiar e ter certezas, mas, na verdade, se pensar bem, a minha cabeça está um caos. Por um lado tenho medo. Por outro tenho saudades e quero tentar. Quero conseguir. Quero ceder. Noutra perspectiva, sei que é impossível. Que pode ser um erro. Por fim, o que me parece mais certo, no fundo, é o mais complicado. Distância, compromisso, paixão. E agora? Pois é, não sei. Ninguém sabe. Pensava que esta fase já me tinha passado. Isto acontecia quando andava na primária e no 2º ciclo. Não agora. Não faz sentido. Semelhanças com o passado assustam-me. Mas... há tanta curiosidade. Coisas, quiçá, por dizer. Vamos ver quando este impasse acaba.