terça-feira, 19 de abril de 2011
Pertenço onde (quase) sempre pertenci!
O meu telemóvel tocou. Ainda eu dormia profundamente. Preferi rejeitar o telefonema, não atender e esperar pelo toque do despertador. Acordei. Tinha mensagens para irmos até ao livreiro. Senti-me confiante hoje e que, de facto, é bom estar de volta a casa e estar de volta ao sítio onde tenho muitos dos meus verdadeiros amigos, amigos estes que sempre estiveram do meu lado e me ajudaram a ultrapassar momentos muito difíceis. Às 18h decidi ir resolver uns assuntos que, na verdade, ficaram por resolver. Mas por outro lado, revi pessoas de quem sentia tanta, mas tanta falta e que não tinha consciência disso. Só abraços quando elas entraram no café, foi tão recíproco. O relógio apontou as 20h e, num ápice, num pico de saudade e vontade de ir até ao café recebi um comentário a dizer "vamos ao livreirão daqui a pouco? :p". Sei lá, foi como se tivesse à espera, mas não estivesse. Se o tivesse desejado desde que acordei, porém, pensasse que não valia a pena estar com altas expectativas. Tocaram as 12 badaladas. "Mãe posso levar o carro?". Aí fui eu pelas ruas fora a fazer de táxi (*.*). De uma simples noite, senti-me viva de novo. Que pertenço ao sítio que desde início tanto valorizei, me orgulhei, me senti (quase) sempre acolhida e rodeada de pessoas que me são importantes. "Ó Filipe, três imperiais". Conversa puxa conversa e, o que é facto, é que as conversas foram surgindo. Cigarrinho para aqui, cigarrinho para ali. Risos e sorrisos de emoção e felicidade a todo o momento. Entrámos e deixamo-nos levar pela onda envolvente da amizade. Jogámos, rimos, concentrámo-nos, distraímo-nos, houve quem se babasse, quem ficasse quente, quem ficasse bêbedo e, depois de irmos à padaria e haver uma guerra de farinha fosse dormir. Foi bom. Senti-me bem. Não me senti a mais. Senti que pertencia de novo ao espaço que frequento. Ao espaço onde moro. Dei muitos miminhos a pessoas de quem tinha saudades de verdade. Senti falta de pessoas que, infelizmente, só chegam quinta ou sexta. No entanto, foi muito bom. Recordei-as. Disse-lhes a falta que me faziam. Resolvi assuntos. Agora, confesso, mal posso esperar por quinta. Vou esperar pelo desfecho.
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Adorei!
ResponderEliminarUltimamente apercebo-me também que a coisa mais importante que temos na vida é saber que por mais dias negros que tivermos, por mais tempestades que caiam, por mais pedras que aparecerem no caminho, ao final do dia podemos sempre voltar ao nosso pequeno mundo encantado. Porque há coisas que simplesmente nunca mudam, e que por muitas voltas que a terra dê, vão continuar exactamente no mesmo lugar. :)
(Inspiraste-me... Obrigado!)
Sempre às ordens, Rita. Às vezes são estas pequenas coisas que nos inspiram e que nos dão força para escrever e continuar. Criei o blogue, justamente, porque houve coisas que me puxaram para isto ;)
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